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RELATO DE UMA FILHA “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e nas admoestações do Senhor.” Efésios 6.4 Aos onze anos de idade, meus pais me transferiram de escola. Nova turma, novos amigos, novas conversas, nova fase de vida (por estar entrando na adolescência) e novos pensamentos. Na minha turma da escola, havia um garoto, que era da igreja que eu e minha família freqüentávamos- filho de presbítero e muito querido pela turma da escola. Sempre estava na rodinha dos “garanhões”, sempre era convidado para ir às festinhas da sala e ia, falava sobre os assuntos que todos falavam e por isso, todos queriam estar perto dele. Logo que cheguei na escola, me chamaram para ir a uma dessas festinhas, e eu bem depressa disse que iria; mas...chegando em casa...pedi aos meus pais que disseram...NÃO! Fique arrasada, chorei, porque era a chance que eu tinha de ser aceita pelo grupo, de ser querida como aquele garoto crente também era. Não contente com a resposta, perguntei a minha mãe quando eu poderia participar das festinhas, e ela disse bem assim: Filha, você poderá participar o dia que estiver cheia do Espírito Santo! E na mesma hora eu respondi: Ah! Mãe, mas quando isso acontecer, eu não vou querer ir! Prosseguindo, ela disse: é exatamente isso! Quando estamos cheios do Espírito Santo, pensamos como Ele e desejamos por coisas que Deus aprova, do contrário, agradamos a nossa carne e somos levados a morte espiritual. Questionei muito aquela decisão, afinal o filho do presbítero ia às festinhas e tinha comportamentos como todos tinham. Meus pais nunca cederam as minhas lágrimas ou birras, porque sabiam o que estavam fazendo o onde iriam chegar! Ao longo dos anos, eles foram trabalhando que não devo ser o que os outros querem que eu seja, ou agir de acordo com o grupo, mas devo ser o que Deus quer que eu seja, devo ser simplesmente filha do Pai, onde quer que eu esteja, e com quem eu esteja. O que verdadeiramente importa é agradar ao Senhor. Não sei o que teria acontecido comigo se meus pais não tivessem dito NÃO para mim naquele momento, A única coisa que sei, é que cada NÃO dos pais resultou em uma vida de SIM na presença de Deus! Ah! Quanto ao garoto...bem, ele se perdeu em meio as drogas e se afastou dos caminhos do Senhor. Pais: como a palavra nos ensina, discipline, admoste, lute pela vida espiritual do seu filho. Plante vida com Deus e seu filho colherá a vida eterna. Danúbia Frota Pechoto Guarnieri Diretora Dijap Regional Noroeste Paulista |